
Santiago Villalba
"a performance mais completa da récita foi a do barítono Santiago Villalba, que construiu um Dr. Malatesta impecável, com voz sempre generosa e muito bem projetada, e uma atuação cênica irrepreensível. O artista cumpriu à perfeição as funções do personagem, de ser o mentor intelectual da lição dada a Don Pasquale e de ser o elo de ligação entre os demais personagens, mostrando-se bastante convincente e persuasivo. Desde a sua ária 'Bella Siccome un angelo', e ao longo de todos os números de conjunto dos quais participou, o barítono ofereceu um desempenho muito gratificante. Um destaque especial vai para o dueto 'Cheti, cheti, immantinente' interpretado por Villalba e por Rodrigo Esteves com excelente agilidade, e com todas as palavras pronunciadas claramente (o que nem sempre acontece)."
D. Pasquale (Malatesta). Theatro São Pedro, agosto de 2026
Leonardo Marques, notasmusicais.com
Barítono de maturidade vocal e cênica notável, Santiago Villalba vem se destacando no cenário lírico brasileiro por sua desenvoltura no palco e seu refinado controle técnico e interpretativo, atuando com igual segurança na ópera e no teatro musical.
No Theatro Municipal de São Paulo, interpretou Pantalone em O Amor das Três Laranjas (Prokofiev) e Ofizier em Friedenstag (R. Strauss). No Festival Amazonas de Ópera, cantou Alphonse em La Favorite (Donizetti). No Theatro São Pedro (São Paulo), estreou com grande sucesso como Dr. Malatesta em Don Pasquale (Donizetti).
No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sua estreia se deu em 2024 com Belcore em L'Elisir d'Amore (Donizetti) e Guglielmo em Le Villi (Puccini). Em 2025, retornou ao mesmo palco para cantar Sharpless em Madama Butterfly (Puccini), Danilo Danilovich em A Viúva Alegre (Lehár) e O Filho em O Amolador de Facas. Também em 2025, interpretou Escamillo em Carmen (Bizet) em Niterói.
Em 2023, integrou o primeiro elenco da ópera Um Homem Amarelo de Cyro Delvizio e interpretou Tom Jobim e Miele no espetáculo Elis, a Musical, dirigido por Dennis Carvalho. Também integrou o elenco de Pinóquio, opereta de Tim Rescala apresentada pela Companhia PeQuod no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 2019, participou do musical Merlin e Arthur, Um Sonho de Liberdade, e em 2018, de Romeu e Julieta ao Som de Marisa Monte, ambos produzidos pela Aventura com direção de Guilherme Leme.
Tem se apresentado com a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Orquestra Jovem do Estado, a Orquestra Sinfônica de Campinas e a Orquestra Sinfônica da Bahia, sob direção musical de Roberto Minczuk, Ira Levin, Carlos Prazeres, Priscila Bomfim, Claudio Cruz, Alessandro Sangiorgi e Emiliano Patarra, entre outros. Já trabalhou com os diretores cênicos Ronaldo Zero, Livia Sabag, Juliana Santos e André Heller-Lopes, entre outros.
No início de sua carreira, integrou o elenco da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa e do Teatro Cesgranrio, participando de diversos espetáculos musicais e produções. Em sua formação, atuou em produções como Ópera do Malandro, Young Frankenstein, A Ratoeira, Gianni Schicchi, Sweeney Todd e Die Fledermaus, sob direção de Menelick de Carvalho e Rubens Lima Jr., entre outros.
É orientado em canto e repertório lírico pelo tenor Eduardo Álvares.
