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Foto da maestra brasileira/portuguesa Priscila Bomfim
Clara Miranda

Priscila Bomfim

maestra
Território: América Latina - exclusivo
"...sólida, com gestos precisos e uma leitura respeitosa das intenções de Puccini e Strauss. [...] A orquestração densa, moderna e espetacular de Richard Strauss encontrou na regente Priscila Bomfim uma intérprete à altura de seus desafios. Sua direção musical não foi apenas categórica e marcante, mas também sensível ao equilíbrio dinâmico entre a grandiosidade da partitura e a necessidade de preservar as vozes menores [...] Sob sua batuta, a Orquestra Sinfônica Municipal alcançou belas sonoridades e uma leitura precisa, densa e dramaticamente coerente da partitura straussiana, cujos desafios técnicos e estilísticos não são triviais."
Espetáculo duplo: Le Villi, G. Puccini, e Friedenstag, R. Strauss
Theatro Municipal de São Paulo
Marco Antônio Seta, 20 de julho de 2025

Priscila Bomfim destaca-se no cenário musical por sua sensibilidade e versatilidade artística, transitando entre a preparação de elencos, a regência de óperas do repertório tradicional e estreias de novas obras, e a liderança de concertos de música popular brasileira. Foi a primeira mulher a reger uma ópera na temporada oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e do Theatro Municipal de São Paulo.

Sua trajetória internacional inclui apresentações com a Sinfónica Nacional de Chile e concertos em Zurique (Suíça), Madri (Espanha) e Cascais (Portugal), além de uma apresentação no Weill Recital Hall do Carnegie Hall, em Nova York, à frente da Orquestra Sinfônica Jovem Chiquinha Gonzaga. No Brasil, apresenta-se regularmente com a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra do Theatro São Pedro (SP), Orquestra do Teatro Nacional Brasília, Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas (SP), Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP), Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (ES), Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), entre outras.

Regeu as estreias brasileiras de Friedenstag (R. Strauss) e Intolleranza (Luigi Nono), além de Le Villi (Puccini), Eugene Onegin (Tchaikovsky) e Cendrillon (Pauline Viardot). Estreou quatro novas óperas brasileiras e apresentou as versões completas de Le Vin Herbé de Frank Martin e Pierrot Lunaire de Arnold Schoenberg.

Seu repertório operístico inclui Un Ballo in Maschera de Verdi, Les Contes de Hoffmann e La Belle Hélène de Offenbach, Orphée de Philip Glass, La Tragédie de Carmen de Bizet/Constant, Faust de Gounod, Serse e Armida Abbandonata de Handel, Carmen de Bizet, El barberillo de lavapiés de Barbieri, Le Nozze di Figaro de Mozart e Gianni Schicchi de Puccini, entre outros.

Atualmente é Regente Assistente no Theatro Municipal de São Paulo e Diretora Musical de duas orquestras jovens no IBME, entre elas a Orquestra Sinfônica Jovem Chiquinha Gonzaga — formada exclusivamente por alunas da rede pública de ensino do Rio de Janeiro.

Nascida em Braga, Portugal, Priscila obteve o Bacharelado em Piano na Universidade Federal do Rio de Janeiro com as mais altas honras (summa cum laude), concluiu um segundo Bacharelado em Regência Orquestral e obteve Mestrado em Piano com tese sobre Leitura à Primeira Vista ao Piano.

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