"Edinéia de Oliveira (Azucena) possui uma voz escura e uma personalidade forte, atributos adequados para o papel da cigana, que encarna um espírito maligno; ela nos presenteou com uma soberba 'Stride la vampa' (As chamas crepitam)." Ricardo Pachecon Colín, El Economista Trovatore, Ópera de Bellas Artes, México.
"...e Edneia Oliveira, encarnando com intensidade contagiante tudo o que cantou..." Jorge Coli, Revista Concerto - 7 de março de 2023
A mezzo-soprano brasileira Edineia Oliveira possui uma voz poderosa, técnica refinada e notáveis habilidades cênicas.
Suas interpretações como Éboli em Don Carlo (Argentina), Carmen no papel-título (RJ), Amneris em Aida (Argentina), Azucena em Il Trovatore (México), Serena em Porgy and Bess (SP), o Réquiem de Verdi (SP e Argentina), Maddalena em Rigoletto (SP), Die Hexe em Hänsel und Gretchen (Paraná e DF), Adalgisa em Norma (São Paulo e Argentina), La Frugola/Zia Principessa/Zita em Il Trittico (RJ, SP, PR) foram recebidas com grande sucesso tanto pelo público quanto pela crítica, consolidando-a como uma das vozes mais proeminentes do Brasil nos cenários nacional e internacional.
Ela possui um extenso repertório lírico e sinfônico, tendo se apresentado sob a batuta de renomados maestros como Lorin Mazel na "Nona Sinfonia" de Beethoven no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Eiji Oue em "Jeremiah" na Sala São Paulo; Ligia Amadio em "Lieder eines Fahenden Geselen" na Colômbia; Alessandro Sangiorgi em "Il Trittico" de Puccini no TMRJ e no TMSP; Gennady Rozhdestvensky na "Oitava Sinfonia" de Mahler; a "Segunda Sinfonia de Mahler" com Isaac Karabtchevsky na Sala São Paulo, e Fabio Mechetti no Concerto Inaugural e na temporada da Sala Minas Gerais; Allester Willians em "Sea Pictures" na Sala Cecília Meireles; Ligia Amadio e Tulio Colaccioppo no "Réquiem" de Verdi no Teatro Municipal de São Paulo e no Municipal de Mendoza, respectivamente; Guilherme Bernstein no "Stabat Mater" de Pergolesi, entre outros.
Detentora do Prêmio Carlos Gomes e de diversos prêmios em concursos de canto, ela se apresentou em todas as mais importantes salas de concerto e teatros do país.
Entre outras obras de seu repertório, além das já mencionadas, estão as Paixões Segundo São João e São Mateus de Bach, o Messias de Handel, a Petite Messe Solennelle de Rossini, a ópera Violanta de Korngold, o Rigoletto de Verdi, o Pedro Malazarte de Camargo Guarnieri, o Bug Jargal de Gamma Malcher, a Cavalleria Rusticana de Mascagni (Lola), o Sansão e Dalila de Saint-Saëns e A Violação de Lucrécia de Britten.
Ela gravou três CDs de Música Colonial Brasileira com o grupo "Brasilessência", é criadora e organizadora do curso de canto lírico "Respire e Cante", cofundadora e professora do curso "Voz e Corpo"; e cofundadora e professora do projeto "Ópera 45".
Edineia é bacharel em canto pela UNESP, foi aluna de Neyde Thomas, Carmo Barbosa e Fernando Carvalhaes, e realizou aulas de aperfeiçoamento vocal com Claudia Friedlander nos EUA.