
Natalia Salinas
"A garantia disso é, sem dúvida, a forte presença artística argentina. Com Natalia Salinas [...], pela segunda vez na atual temporada de ópera de St. Gallen, há uma jovem poderosa no pódio da Orquestra Sinfônica de St. Gallen que, como argentina, sabe tocar o tango de forma emocionante, precisa, transparente e, ao mesmo tempo, misteriosamente sutil."
A. Piazzolla, Ópera Maria de Buenos Aires.
Konzert und Theater St. Gallen, 2022
Martin Preisser, Tagblatt 2022
Natalia Salinas é uma das regentes de sua geração que mais se destaca no cenário internacional, com carreira consolidada entre a Europa e a América Latina, abrangendo repertório sinfônico, operístico e de balé. Reconhecida por sua "grande vitalidade e marca pessoal no pódio, alcançando performances de alta qualidade" (Salatino, 2019), recebeu em 2023 o Prêmio de Maestrina de Orquestra Consagrada pelos Prêmios Clássicos Nacionais da Argentina. Em 2021, foi laureada com o Prêmio Revelação como Maestrina de Orquestra pela Associação de Críticos de Música da Argentina, indicada ao Prêmio de Estreia Argentina de Obras de Compositores Estrangeiros e selecionada finalista no Concurso Internacional de Regência Lanyi.
Radicada na França desde 2019, Natalia desenvolve sólida trajetória europeia em França, Alemanha, Suíça, Áustria e Itália. Entre os destaques recentes figuram seu debut na Oper Köln com a Gürzenich-Orchester, trabalhos no Theater St. Gallen (Suíça) e no Teatro delle Muse de Ancona (Itália), e colaborações com a Opéra National du Rhin. Em 2021, realizou seu debut operístico europeu na Áustria, no Taschenopernfestival de Salzburgo, regendo a estreia mundial da ópera Der Kuss, de Wolfgang Mitterer; no mesmo ano estreou à frente da Filarmônica de Magdeburgo (Alemanha) e trabalhou com o Musikfabrik Ensemble. Também integra programas internacionais de alto prestígio: o Jette Parker Artists Programme – Observership for Orchestra Conductors da Royal Opera House (2024 e 2026), o programa de observação da Opéra National du Rhin na temporada 2023/24 e o Women Opera Makers Workshop do Festival d'Aix-en-Provence (2024).
Na América Latina, sua atuação abrange Argentina, Brasil, México, Chile, Uruguai e Cuba. Rege as principais orquestras da região, entre elas a Orquestra Sinfônica Nacional Argentina, a Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, a Orquestra Estável do Teatro Argentino, a Orquestra Filarmônica da Cidade do México, a Orquestra Sinfônica de Xalapa, a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal de São Paulo. No Brasil, sua atividade se intensificou nos últimos anos com colaborações com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, além de seu debut previsto para 2026 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Na Argentina, foi convidada pelo Teatro Colón tanto como assistente do diretor musical quanto como regente convidada de produções de ópera de câmara. Em 2022, esteve à frente da direção musical do grande oratório TURBAE ad Passionem Gregorianam op. 43, de Alberto Ginastera — com mais de 200 músicos em cena —, evento de enorme repercussão na imprensa nacional e latino-americana pela raridade da obra e pela qualidade da execução.
Seu repertório combina grandes obras do cânone sinfônico e operístico com música contemporânea, aliando rigor técnico e sensibilidade musical.
Natalia Salinas conclui atualmente um doutorado franco-alemão em Regência Orquestral entre a Université de Strasbourg e a Haute École des Arts du Rhin (HEAR), com pesquisa dedicada à obra de Alberto Ginastera. É mestre em Regência com especialização em música dos séculos XX e XXI pela Université de Strasbourg e pela HEAR. Em 2020, recebeu bolsa integral da Universidad Nacional de México para o Diploma em Compositores Latino-Americanos. Também é licenciada em Regência pela Universidad Nacional de La Plata e formada como pianista pelo Conservatorio Provincial de Música de Santa Cruz, Argentina.
