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Foto do baixo-barítono Luis Felipe Sousa
Fabio Melo

Luis Felipe Sousa

baixo-barítono
Território: América Latina - exclusivo

"Luis-Felipe Sousa, no papel de Nardo (Roberto), expressa-se em todas as dimensões e de todas as maneiras, tanto na atuação quanto na voz. Presente em toda a extensão vocal, mantém a energia cômica de seu personagem sem perder a inteligência interpretativa nem a agilidade. Com uma presença rica e vibrante, articula cada palavra e cada intenção com clareza, fazendo ressoar cada nuance vocal e cada propósito teatral, sempre com domínio preciso dos tempos musicais."
La finta giardinera - Mozart
Charles Arden – Olyrix, outubro/2026

O baixo-barítono Luis-Felipe Sousa é um dos artistas líricos brasileiros de trajetória mais consistente na cena operística internacional. Em 2026, recebeu o Prêmio AROP 2024/25 na categoria lírica, concedido pela Association pour le Rayonnement de l'Opéra national de Paris. A crítica ressalta uma voz que alia autoridade, flexibilidade, calor e intenção dramática, além de fraseado equilibrado, refinada dicção francesa e grande expressividade textual. Suas interpretações se destacam pela clareza estilística e pela desenvoltura cênica, especialmente em papéis cômicos. Em seu repertório de concursos no Brasil, conquistou o primeiro lugar no Concurso Natércia Lopes, o primeiro lugar no XIII Concurso Estímulo para Cantores Líricos e o segundo lugar no Concurso Internacional Linus Lerner.

Desde setembro de 2023 integra a Academia da Opéra national de Paris, onde construiu uma presença notável em produções de grande prestígio. Interpretou George Jones em Street Scene de Weill (direção de Ted Huffman), Le Fauteuil em L'Enfant et les Sortilèges de Ravel (Camille Dugas), o Keeper em The Rake's Progress de Stravinsky (Olivier Py), Enrico em L'Isola disabitata de Haydn (Simone Valastro), o Preceptor em Les Brigands de Offenbach (Barrie Kosky), Guccio em Gianni Schicchi de Puccini (Christof Loy) e o Barão Douphol em La Traviata de Verdi (Simon Stone). Recentemente, interpretou Nardo em La finta giardiniera de Mozart, papel no qual a crítica destacou sua capacidade de "se expressar em todas as dimensões, tanto vocal quanto cênica, percorrendo toda a extensão sem perder o dinamismo cômico, o espírito e a agilidade", evidenciando ainda a precisão de sua articulação e a riqueza de suas intenções. Em outubro de 2025, integrou a turnê da Opéra national de Paris pelo Brasil, apresentando os programas de câmara Mélodies françaises et Melodias brasileiras e sinfônico Bizet et ses contemporains. Em novembro do mesmo ano, participou da série Opéra en Guyanne, projeto da Académie de l'Opéra de Paris, realizada na Guiana Francesa.

Apresentou-se com importantes orquestras no Brasil e na Europa, entre elas a Orquestra da Opéra national de Paris, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Orquestra Sinfônica do Paraná. Atuou em salas de destaque como o Palais Garnier, a Opéra Bastille, o Theatro Municipal de São Paulo, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Sala São Paulo e o Palácio das Artes, além de apresentações na França, Itália, Alemanha, Áustria e Luxemburgo.

Artista polivalente, desenvolve uma trajetória que integra atuação como solista, cantor de coro e pesquisador dedicado à música antiga brasileira. É bacharel em canto pela Universidade de São Paulo (Ribeirão Preto) e mestre em musicologia histórica e práticas interpretativas pela Universidade Estadual de Campinas.

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