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Foto do compositor João Guilherme Ripper
Renato Mangolin

João Guilherme Ripper

compositor
brasileiro
Território: América Latina - exclusivo
Toda essa estrutura metafórica foi impulsada e reforçada pela excelente música de Ripper, que se inicia com a exposição de um tema sombrio e longo que logo vai se contornando e adquirindo diversas formas e inflexões e que serve de leito à entrada da voz.
Arturo Reverter - 24/9/2024 – Beckmesser (Espanha)

Compositor, professor e gestor cultural, João Guilherme Ripper Graduou-se e obteve o grau de Mestre na Escola Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cursou o Doutorado na The Catholic University of America em Washington D.C. Especializou-se em “Économie et Financement de la Culture” na Université Paris-Dauphine, na França, e em regência orquestral com o Maestro Guillermo Scarabino na Argentina. Desde 1988, Ripper é professor da Escola de Música da UFRJ, instituição que dirigiu entre 1999 e 2003. Foi Diretor da Sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro entre 2004-2015 e 2019-2023, e Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2015 -2017. É membro da Academia Brasileira de Música, instituição fundada por Villa-Lobos em 1945.

Colabora frequentemente com orquestras, teatros e festivais no Brasil e exterior atuando como compositor residente e dirigindo suas obras. Entre as composições recentes destacam-se Jogos Sinfônicos, encomenda da Filarmônica de Minas Gerais, Fantasia Tarumã para piano e orquestra, encomenda da Filarmônica de Goiás, Suite para cordas, encomenda do Programa SINOS, Concerto a cinco nº 2, encomenda da Orquestra de Câmara de Valdivia (Chile), Cinco poemas de Vinícius de Moraes e Variações FHC, encomendadas pela Fundação OSESP, e Abertura Cartagena, encomenda da Orquestra Sinfônica de Guarulhos.

Em fevereiro de 2023, “Cinco poemas de Vinícius de Moraes foi apresentada pela Orquestra Sinfônica de Seattle no Benahoya Hall. O Pequeno Concerto para Mafra para cravo (ou piano) e cordas estreou em março, tornando-se a primeira obra encomendada pelo Palácio Nacional de Mafra de Portugal desde o século XIX. Abertura Cartagena, encomenda da Orquestra Sinfônica de Guarulhos, estreou em dezembro.

Ripper é autor dos libretos e música das óperas que têm importância central em seu catálogo. As principais apresentações incluem as inúmeras produções de Domitila desde 2000 em sua versão de câmara; Piedade no Vivo Rio (2012), Teatro Colón de Buenos Aires (2017 e 2018), Theatro Municipal de São Paulo (2018), Sala Cecília Meireles (2018), Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Festival Amazonas de Ópera (2023); Onheama, estreada e apresentada no Teatro Amazonas (2014 e 2015) e Festival Terras Sem Sombra (2016), em Portugal; Anjo Negro, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2012) e Teatro Guaíra (2023); O Diletante, no Salão Leopoldo Miguez (2014) e Teatro Carlos Gomes de Vitória-ES (2016); Kawah Ijen, no Teatro Amazonas (2018); monodrama Cartas Portuguesas na Sala São Paulo (2020), Fundação Gulbenkian de Lisboa (2020), Sala Minas (2021) e Theatro Municipal do Rio de Janeiro (2022); Domitila em versão com orquestra no Centro Cultural Belém de Lisboa (2022); Candinho, no Krannert Center da Universidade de Illinois (2023).

João Guilherme Ripper recebeu o prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2000 por Domitila e, em 2017, pelo conjunto de sua obra. Em 2020, recebeu o Prêmio Inovação da Revista Concerto pela criação e coordenação do Programa Gestores em Movimento, que capacita músicos de todo o Brasil para a gestão de orquestras, teatros e salas de concerto. 

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