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Foto do tenor lírico leve brasileiro Anibal Mancini
Felipe Felizardo

Anibal Mancini

tenor
Território: América Latina - exclusivo
"E, por fim, ele, o próprio tenor. Afinal, o que é a voz de Anibal Mancini? Rossiniana até a medula, essa voz percorreu maravilhosamente toda a duração da ópera, com assombroso domínio técnico, agilidade impecável e um belo timbre. A cavatina do Conde Almaviva, 'Ecco, ridente in cielo,' e a já mencionada canção, acompanhada ao violão pelo barítono, foram executadas com extrema precisão e expressividade sem igual."
Il Barbiere di Siviglia
Theatro Municipal Rio de Janeiro, 2022
Fabiana Crepaldi, notasmusicais.com

Anibal Mancini é um tenor lírico leggero, reconhecido por sua agilidade nas coloraturas, beleza de timbre, fraseado expressivo e interpretações precisas. Vencedor do 11º Concurso Maria Callas (2011), foi nomeado Revelação Lírica pelo Blog Ópera e Ballet em 2013 e finalista na categoria Jovem Talento do Prêmio Concerto 2019.

No cenário internacional, apresentou-se como Don Ottavio (Don Giovanni, Mozart) no Teatro Comunale di Bologna e como Narciso (L'Ape Musicale, Rossini) no Teatro Cívico de Castello em Cagliari. No Teatro Solís de Montevidéu, interpretou o Conde Almaviva (O Barbeiro de Sevilha, Rossini). No Festival Amazonas de Ópera, deu vida a Acis (Acis and Galatea, Handel).

No Brasil, destacam-se suas atuações no Theatro Municipal de São Paulo: Don Ottavio (Don Giovanni, Mozart), Ferrando (Così fan tutte, Mozart), Conde Almaviva (O Barbeiro de Sevilha, Rossini) e Tom Rakewell (The Rake's Progress, Stravinsky). No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretou Nemorino (L'Elisir d'Amore, Donizetti), Rodriguez (Don Quichotte, Massenet) — papel que também apresentou no Theatro São Pedro —, além de O Messias (Handel) e o concerto Noite de Bel Canto com a OSB Ópera e Repertório. O Messias teve ainda apresentação no Palácio das Artes de Belo Horizonte, onde Anibal também deu vida a Hipólito na estreia mundial de Fedra e Hipólito (Christopher Park).

Entre outros papéis, interpretou Antonio (As Bodas no Monastério, Prokofiev), Fenton (Falstaff, Verdi), Uberto (La Donna del Lago, Rossini), Rinuccio (Gianni Schicchi, Puccini), Rapaz (O Menino e a Liberdade, Ronaldo Miranda) e participou da ópera em concerto L'oro non compra amore (Marcos Portugal).

Seu repertório inclui ainda Dido e Enéas (Purcell), A Hand of Bridge (Barber), Matinas de Natal (Pe. José Maurício), cantatas de J. S. Bach, Pygmalion (Rameau), entre outros.